Marcelino
30/06/296 — Aconteceu no dia trinta de junho do ano 296 (há 1.730 anos) a assunção do Marcelino ao cargo de papa (chefe) da Igreja Católica. Foi o pontífice número 29. Substituiu o Papa Caio, que havia sido executado (decapitado) por ordem do então imperador romano Diocleciano. O Marcelino governou a igreja por oito anos até o ano 304, quando também foi martirizado por ordem do mesmo imperador. Os historiadores classificam o papado do Marcelino como um dos mais obscuros e controversos da Igreja Antiga. Esse período foi marcado por intensas perseguições aos cristãos. Assim, pouca documentação dele sobreviveu.
No contexto histórico, o pontificado do Marcelino coincidiu com a última e mais severa onda de repressão aos cristãos, que incluiu a destruição de igrejas e a queima de escrituras sagradas. Registros históricos posteriores indicam que circularam acusações de que o Marcelino teria, por medo da tortura, entregado textos sagrados aos romanos e prestado sacrifício aos deuses pagãos. Figuras importantes da igreja, especialmente o futuro Santo Agostinho, refutaram as calúnias. Na tradição católica, aceita-se que, caso tenha fraquejado, ele se redimiu ao enfrentar o martírio logo em seguida, o que faz com que seja classificado como um mártir da fé cristã. Segundo o Livro dos Pontífices, no pontificado do Marcelino surgiu o primeiro país totalmente cristão: a Armênia.
MARCELINO nasceu em dia, mês e ano incertos na cidade de Roma. Morreu na mesma cidade no dia 25 de outubro do ano 304. Foi decapitado por ordem do imperador romano Diocleciano. O corpo dele, junto aos de outros martirizados, permaneceu exposto por 26 dias em praça pública para servir de exemplo para os cristãos. Os corpos foram depois recolhidos pelo então sacerdote Marcelo, o futuro papa. Sobre a vida pregressa do Marcelino, não há muita informação. O Livro dos Pontífices indica que ele era filho de um romano classe-média. Entrou nas fileiras da igreja com 23 anos. No ano 296, com a morte do Papa Caio, recebeu a aclamação popular e a aprovação dos bispos para ascender ao cargo.
Noruega
29/06/1184 — Aconteceu no dia 29 de junho da 1194 (há 842 anos) a ascensão do Sverre ao cargo de rei da Noruega. Ele tinha 39 anos. Sucedeu ao rei Magno 4.º. Governou por dezoito anos até a sua morte em 1202. Ele nasceu em dia e mês incertos de 1145. Em sua trajetória para o poder, alegou ser filho ilegítimo do antigo rei Sigurd Munn. Essa afirmação lhe deu o status necessário para se declarar pretendente ao trono. Em 1177, assumiu o comando de uma facção rebelde conhecida como Birkebeiner (Pernas de Vidoeiro). Esse grupo era formado por homens de classe baixa, camponeses e rebeldes, todos descontentes com a nobreza.
Com um exército determinado, o Sverre conduziu uma guerra de guerrilha contra o rei Magnus Erlingsson. Provou ser um líder militar brilhante, que se adaptava rapidamente às táticas adversárias. A vitória definitiva ocorreu em 1184, quando o seu exército derrotou e matou o rei na Batalha de Fimreite. Com a morte do rival, ele foi aclamado como único soberano rei da país. Após assumir a coroa, o novo rei entrou em confronto direto com a Igreja Católica, que apoiava seus oponentes políticos (os Baglers). Ele lutou para diminuir o poder político dos bispos da igreja, o que lhe rendeu a excomunhão em 1194. Os historiadores de modo geral consideram o Sverre um dos governantes mais importantes da história da Noruega.
NORUEGA — País nórdico, situado na Europa do Norte, na parte ocidental da Península Escandinava. Limita-se ao sul com a Dinamarca, ao norte com a Rússia e ao leste com a Suécia. Ao oeste está o Mar da Noruega. Ocupa uma área de 385,2 mil quilômetros quadrados. Tem cerca de seis milhões de habitantes. O nome tem origem no vocábulo nórdico “nororvegr”, que significa “caminho para o norte”. A Noruega é uma monarquia constitucional. A história do país começou há doze mil anos na última Era Glacial. A fundação do reino aconteceu no ano 872. Entre o Século 15 e o Século 20 fez parte de uniões dinásticas com a Dinamarca e a Suécia. Conquistou a independência total em 1905. O país teve mais de sessenta reis. O atual é o Haroldo 5.º.
Tibério
26/06/07 a.C. — No dia 26 de junho do ano sete (há 2.019 anos), o imperador romano Otávio Augusto adotou como filho o Tibério Cláudio Nero. O adotado era filho do primeiro casamento da esposa do imperador, a Lívia Drusa Cláudia. No dia da adoção, o Tibério tinha 45 anos. Foi um arranjo político arquitetado pela Lívia, com vistas à sucessão do Augusto, que contava 67 anos. O Tibério virou então o herdeiro presuntivo do império. Antes disso, diversos outros possíveis herdeiros, entre eles o Germânico Júlio César, sobrinho-neto do imperador, tinham sido misteriosamente assassinados. Historiadores atribuem esses fatos à Lívia, uma mulher obcecada pelo poder.
TIBÉRIO CLÁUDIO NERO nasceu no dia 16 de novembro do ano 42 a.C. na cidade de Roma. Morreu no dia 16 de março do ano 37 d.C. na cidade de Miseno na Província de Nápoles. Assumiu o cargo de imperador romano no dia 18 de setembro do ano 14. Governou por 23 anos até a sua morte. Embora a mãe tenha feito tudo para fixá-lo como herdeiro do trono, jamais manifestou o desejo de se tornar imperador. Gostava mesmo era de arte, especialmente a literatura. Por isso, os historiadores classificam o governo dele de forma ambivalente. No início, destacou-se como um administrador extremamente competente e financeiramente responsável. Mas a partir da segunda metade do reinado ficou meio paranoico e impopular.
Nanquim
26/06/2026 — Entrou em vigor no dia 26 de junho de 1843 (há 183 anos) o Tratado de Nanquim, documento assinado pela China e a Grã-Bretanha em agosto de 1842. As cláusulas foram analisadas por outras potências ocidentais, entre elas a Estados Unidos e a França. O acordo estabeleceu diversas indenizações chinesas por causa dos problemas decorrentes da chamada Guerra do Ópio. Também estabeleceu a abertura de cinco cidades chinesas — Cantão, Fuzhou, Xiamen, Ningbo e Xangai — para o estabelecimento de empresas britânicas. Mas a cláusula mais importante concedeu a possessão da cidade de Hong Kong, que passou para a administração direta dos ingleses. Essa possessão foi até 1997, período em que Hong Kong se tornou uma das cidades mais desenvolvidas do mundo.
Cassiporé
27/06/1499 — No dia 27 de junho de 1499 (há 527 anos), o explorador italiano Américo Vespúcio avistou pela primeira vez aquele que viria a ser chamado de Cabo Cassiporé. O cabo situa-se no extremo norte do Brasil, território do hoje Estado do Amapá. O nome é uma adaptação para o português de expressões da família linguística tupi, cujas tribos já habitavam o território antes da chegada dos europeus. No contexto histórico, após separar-se do Alonso de Ojeda, o Vespúcio explorou o litoral norte do Brasil em nome da Coroa Espanhola. Ele alcançou a foz do Rio Amazonas e navegou por toda a região do litoral amapaense, que inclui o Cabo Cassiporé e o Rio Oiapoque.
CABO CASSIPORÉ — Acidente geográfico costeiro localizado no extremo norte do Brasil no Estado do Amapá. A área destaca-se por uma costa baixa, alagada, repleta de extensos manguezais. Está inserida nos limites do preservado Parque Nacional do Cabo Orange. Abrange um setor costeiro com extensão de aproximadamente cinquenta quilômetros e demarca a região do Rio Cassiporé. No ecossistema, é uma área de biodiversidade extrema. Abriga espécies como o peixe-boi marinho, a onça-pintada e o pássaro guará. Como parte de uma área de preservação, o cabo tem acesso controlado. O território é historicamente habitado por quatro povos indígenas: Palikur (Aruak), Galibi-Marworno, Karipuna do Amapá e Galibi do Oiapoque.
AMÉRICO VESPÚCIO nasceu no dia nove março de 1451 na cidade de Florença na Itália. Morreu no dia 22 de fevereiro de 1512 na cidade de Sevilha na Espanha. Foi um dos maiores exploradores marítimos do Século 15 e início do Século 16. Começou a fazer viagens marítimas em 1478 como “ajudante” do tio Guido Antônio Vespúcio. Em 1499, deu um salto na carreira ao assinar contrato com a Coroa Espanhola para funcionar como navegador e cosmógrafo do explorador Alonso de Ojeda. Em março de 1508, recebeu a nomeação para o cargo de Piloto-Mor da Casa de Contração de Sevilha. Credita-se a ele o descobrimento dos continentes das Américas (sul, central e norte). Os nomes foram cunhados em sua homenagem.
Francos
vs. Burgúndios
25/06/524 — Aconteceu no dia 25 de junho do ano 524 (há 1.502 anos) a Batalha de Vézeronce. O conflito opôs o exército franco liderado pelo rei Clodomiro ao exército burgúndio liderado pelo rei Godomar. Vézeronce era uma pequena cidade localizada no território da região francesa de Auvénia-Ródano-Alpes. A batalha foi parte de uma expedição contra os burgúndios iniciada pelos quatro filhos e herdeiros do rei franco Clóvis I. Após uma incursão anterior dos irmãos em 523, o rei burgúndio Sigismundo havia sido capturado e executado por ordens do Clodomiro. Ele foi sucedido por seu irmão Godomar. Nessa batalha, a vitória coube aos burgúndios.
BURGÚNDIOS — Tribo germânica de origem escandinava. Migrou para o continente europeu nos primeiros séculos da Era Cristã. Após derrotas e acordos com o Império Romano, os burgúndios fixaram-se como federados na região de Saboia, expandindo-se pelas bacias dos rios Saône e Ródano. O primeiro Reino da Borgonha foi criado por volta do Século 5. No seu auge sob o rei Gundebaldo, o território estendia-se desde a cidade de Langres (ao norte) até Marselha (ao sul) e do Rio Reno até o Loire. Após ser conquistado pelos francos, o território foi desmembrado no Tratado de Verdun em duas partes em 1843. Entre as cidades modernas do antigo território burgúndio, destacam-se Lyon (terceira maior cidade da França) e Genebra, a maior cidade da Suíça.
Índios vs.
Estados Unidos
25/06/1876 — Aconteceu no dia 25 de junho de 1876 (há 150 anos) a Batalha Little Bighorn nos Estados Unidos. Foi o capítulo mais importante das guerras entre o exército regular americano e as tribos indígenas. Os índios — Cheyennes e Siouxs, principalmente — obtiveram uma vitória esmagadora. A sétima cavalaria do exército contava com 700 homens, enquanto os índios eram cerca de 900 guerreiros. Do lado do exército americano estava o comandante (general) George Custer, um homem conhecido pelo ódio que devotava aos povos indígenas. Os comandantes indígenas eram os famosos Touro Sentado e Cavalo Louco. A batalha deixou quase 300 mortos, inclusive o General Custer. O conflito foi diversas vezes contado no cinema.
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