Tolerância

30/04/311 — Foi publicado no dia trinta de abril do ano 311 (há 1.715 anos) o Édito de Tolerância. O decreto levou a assinatura do imperador romano Caio Galério. A decisão colocou fim à “Grande Perseguição”, medida imposta pelo imperador Diocleciano no ano 303. O período 303-311 é considerado o mais sangrento e sistemático de todas as outras perseguições. Foram emitidos diversos éditos que ordenavam a destruição de igrejas, a queima de textos sagrados, além de exigirem que cristãos fizessem sacrifícios aos deuses romanos, sob pena de prisão, tortura e morte. Historiadores ressaltam que a decisão do Galério aconteceu quando ele estava muito doente e pediu os cristãos que orassem por ele.

CAIO GALÉRIO VALÉRIO MAXIMIANO nasceu em dia e mês incertos do ano 258 na cidade de Sérdica (atual Sofia) na Província da Dácia Ripense (atual Bulgária). Morreu no mesmo lugar em dia incerto do mês de maio de 2011. De origem humilde, subiu na hierarquia militar do Império Romano sob os imperadores Lúcio Aureliano e Marco Aurélio Probo. Devido à sua habilidade militar e lealdade, foi escolhido para o cargo de imperador júnior na recém-criada tetrarquia. Assumiu no dia 1.º maio de ano 305. Ficou responsável pela administração das províncias situadas no leste europeu. Na posição, ele fortaleceu as fronteiras do império e obteve vitórias importantes militares. Também fez grandes obras de infraestrutura no âmbito das suas províncias.

OEA

30/04/1948 — Foi fundada no dia trinta de abril de 1948 a Organização dos Estados Americanos. O ato se deu na cidade de Bogotá, a capital da Colômbia. Estiveram presentes representantes de todos os países da América do Sul, da América Central e do Caribe mais México e Estados Unidos. O Canadá preferiu num primeiro momento ficar fora da organização. Depois aderiu. São trinta e cinco membros. De acordo com a ata da fundação, o objetivo da entidade é promover a solidariedade e a cooperação entre os estados-membros. A sede fica na cidade de Washington nos Estados Unidos. A presidência da OEA é rotativa. Atualmente, o presidente do conselho permanente é a embaixatriz costa-riquenha Alejandra Solano.


 

Apeninos

Apeninos2

29/04/801 — Aconteceu no dia 29 de abril do ano 801 (há 1.225 anos atrás) um terremoto nos Apeninos Centrais. O evento é relatado em duas fontes contemporâneas independentes: os Anais Reais Francos do Eginardo, um historiador carolíngio do Século 9, e o Livro dos Papas. As informações dessas duas obras foram confirmadas pela arqueologia. Os tremores foram sentidos nas cidades de Roma e Espoleto na Itália. O terremoto foi forte, mas não há informações precisas sobre a intensidade. Não há também relatório de vítimas. Ambas as fontes citadas atestam danos significativos na Basílica de São Paulo em Roma. Os Apeninos Centrais registraram mais três terremotos em 1703, 2009 e 2016.

APENINOS CENTRAIS são a porção mais alta, larga e acidentada da cordilheira que atravessa a Itália. A cordilheira estende-se do Vale do Sangro à Região de Abruzzo. Esta zona abriga os picos mais elevados de toda a cadeia, como o Monte Corno. Os montes se destacam pelas paisagens calcárias, parques nacionais e intensa atividade geológica. A cadeia montanhosa no centro itálico é reconhecida por sua intensa atividade sísmica. Isso ocorre devido à compressão da cadeia dos Apeninos e a expansão das bacias dos mares Tirreno e Adriático, o que causa deformações na superfície. Apesar da evolução técnica, muitos edifícios na região são vulneráveis. A sismicidade é uma dinâmica natural da região, com falhas geológicas que se acomodam de tempos em tempos.

Austrália

29/04/1770 — No dia 29 de abril de 1770 (há 256 anos) o navegador inglês James Cook avistou pela primeira vez aquele que viria a ser o território da Austrália. Ele navegou por uma grande baía (porção de mar agregada ao território) à qual deu o nome de Botany Bay (Baía da Botânica). Ao desembarcar, fincou a bandeira inglesa e reivindicou o território para a Coroa Britânica. Embora esse seja o ato histórico do descobrimento, há indícios de que tanto portugueses quanto holandeses já tinham estado no território australiano antes. A colonização começou em 1778. O nome Austrália é uma referência à posição no país no mapa (“ao sul” ou “austral”). Atualmente, embora seja um país politicamente independente, o chefe de estado é o rei britânico Charles 3.º.


 

Península

27/04/711 — O dia 27 de abril do ano 711 (há 1.315 anos) é o dia historicamente aceito para marcar o início da invasão da Península Ibérica (Espanha e Portugal) pelos muçulmanos. O processo de invasão se estendeu até o ano 726. Tropas islâmicas vindas do Norte da África, sob o comando do general berbere Tárique ibn Ziade, cruzaram o Estreito de Gibraltar e penetraram o território. Venceram o Rodrigo, o último rei dos visigodos da Espanha na Batalha de Guadalete. Nos anos seguintes, os muçulmanos foram expandindo suas conquistas na península. Apropriaram-se do território que, futuramente, viria a ser designado em árabe como Al-Andalus.

Além da dissolução do Reino Visigótico, estabeleceu-se o Emirado Independente de Córdova. O emir Abderramão 1.º, considerado o fundador do emirado, conquistaria posteriormente outra parte da região, o que permitiu a consolidação do império muçulmano. Essas conquistas marcaram profundamente a história do continente europeu. Os muçulmanos permaneceram na Península Ibérica por quase oitocentos anos, de 711 até 1492. A presença deles terminou com a queda do Reino de Granada, o último reduto conquistado pelos reis católicos Fernando e Isabel. A presença árabe e muçulmana na Península Ibérica deixou um legado profundo e transformador em diversos campos. Influenciou significativamente a cultura, a ciência e a economia da região.

TariqueTARIQUE IBN ZIADE — Comandante militar muçulmano. Nasceu em dia e mês incertos do ano 670. Morreu em dia e mês incertos do ano 720. Ainda não foi possível provar, mas é possível que ele tenha sido um escravo liberto do Muça ibne Noçáir, governador do Norte de África (Magrebe). Muça o incumbiu de defender a posição de um grupo de herdeiros do Rei Vitiza, uma facção inimiga do Reino Visigótico, com altas posições na hierarquia visigótica. A 27 de abril de 711, o exército do Tárique desembarcou no rochedo a que posteriormente se chamou Jabal Tárique, hoje conhecido como Gibraltar. O conquistador ficou pouco tempo na Península Ibérica. Voltou para o Norte da África para apoiar o governador Muça, que estava enfrentando problemas políticos.


 

 

Conrado

Conrado228/04/1192 — Aconteceu no dia 28 de abril de 1192 (há 834 anos) o assassinato do Conrado de Monferrato, então rei de Jerusalém. O fato se deu na cidade de Tiro, no território onde está hoje o Líbano. O motivo exato do assassinato do rei é incerto, mas a teoria mais aceita envolve uma retaliação após ele atacar um navio da seita Nizaris. Rumores contemporâneos também apontam como causas possíveis as disputas políticas com o rei inglês Ricardo 1.º da Inglaterra (“Coração de Leão”) ou ordens dadas pelo sultão árabe Nácer Saladino. O Ricardo queria colocar um parente no trono e o Saladino trabalhava para desestabilizar a liderança das Cruzadas.

CONRADO DE MONFERRATO nasceu em dia e mês incertos do ano 1146 na cidade de Monferrato na Itália, reino vassalo do Sacro Império Romano-Germânico. Morreu no dia 28 de abril do ano 1192 na cidade de Tiro, então território do Reino de Jerusalém. Não há muitas informações sobre a juventude dele. Os registros históricos o classificam como um homem elegante, com grande inteligência e coragem pessoal. Por isso, transformou-se num dos principais líderes da Terceira Cruzada. Mesmo sendo um homem brilhante, frequentemente entrava em conflito com outros líderes cruzados. Ascendeu ao trono de Jerusalém em 1190 ao casar-se com a rainha Isabel 1.ª. Depois, em 1192, confirmou a posição de rei numa eleição. Mas, nessa fase, governou apenas doze dias.

2.ª Guerra

28/04/1952 — Entrou em vigor no dia 28 de abril de 1952 (há 74 anos) o Tratado de São Francisco. O documento havia sido proposto e assinado em 1949. O tratado serviu para finalizar oficialmente a Segunda Guerra Mundial, formalizar a posição do poder imperial japonês e especificar as compensações aos civis aliados feitos prisioneiros de guerra. O tratado fez uso extensivo da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos para anunciar os objetivos dos aliados. O Japão, com a derrota na guerra, renunciou aos territórios ultramarinos conquistados, com destaque para a Coreia e a cidade de Hong Kong, então uma possessão britânica. Logo em seguida ao tratado, os Estados Unidos começaram a reconstrução do Japão.


 

Agostinho

25/04/387 — Aconteceu no dia 25 de abril do ano 387 (há 1.639 anos) o batismo do Aurélio Agostinho. O ato foi praticado pelo Aurélio Ambrósio, arcebispo da cidade de Milão na Itália. O Agostinho contava então trinta e três anos. Até essa contagem tinha vivido uma vida de libertinagem. Resolveu se converter ao cristianismo após uma crise de identidade. Num jardim de Milão, teria ouvido a voz de uma criança convidando-a a ler as espístolas de São Paulo aos romanos. Isso teria mudado a sua vida. Passou então a frequentar as missas na Catedral de Milão, onde entrou em contato com o Ambrósio, que mais tarde se tornaria santo.

AGOSTINHO DE HIPONA — Nasceu no dia treze de novembro do ano 354 na cidade de Tagaste na Numídia (território da atual Argélia) na África do Norte. Morreu no dia 28 de agosto do ano 430 na cidade de Hipona na mesma região africana. Filho de uma família abastada, viveu de forma livre. Viajou por diversos lugares até chegar à cidade de Milão na Itália, onde tomou contado com pensadores e teólogos. Converteu-se ao cristianismo apenas com mais de trinta anos. Logo depois, voltou para a terra natal para exercer as funções de sacerdote. Também começou a escrever sobre teologia. Formulou a tese da trindade — pai, filho e espírito santo — e teorizou sobre o livre arbítrio. Tornou-se o maior doutor da igreja. Após sua morte, foi canonizado (tornado santo) por aclamação popular.

Peloponeso

25/04/404 a.C. Aconteceu no dia 25 de abril do ano 404 antes da Era Cristã (há 2.430 anos) a rendição da cidade de Atenas para a cidade de Esparta na Guerra do Peloponeso. O conflito tinha começado em 431 a.C. Contou com um pequeno período de trégua. No fim, Esparta, cidade de tradição militarista, contou com o apoio dos persas. Aproveitando-se da indecisão dos atenienses, os espartanos venceram o embate. A Guerra do Peloponeso teve várias consequências significativas para a Grécia Antiga. O principal resultado foi o fim do domínio de Atenas, que perdeu sua influência e o seu império, e o subsequente domínio espartano. Mas também trouxe consequências negativas para a Grécia como um todo, com destaque para a invasão e o domínio exercido pela Macedônia.

 

 



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