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25/01/2022 — O juiz do trabalho Ronaldo Luis de Oliveira de Osasco condenou o SBT a pagar R$ 500 mil por danos morais à jornalista Rachel Sheherazade. O magistrado analisou um vídeo do Troféu Imprensa 2017, quando o apresentador Silvio Santos disse em rede nacional que a Sheherazade deveria se limitar a oferecer a beleza e voz para ler as matérias inseridas no teleprompter, sem dar opiniões próprias.

O juiz considerou isso “um comportamento claramente misógino lamentável”. A decisão se deu em processo trabalhista, com valor de condenação milionário de R$ 4 milhões, levando em consideração as verbas trabalhistas que a emissora terá de pagar à jornalista. A Sheherazade trabalhou no STB entre 2011 e 2020, mas a emissora não a registrou em carteira. A emissora poderá recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional do Trabalho e, depois, se for o caso, ao Tribunal Superior do Trabalho.

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RACHEL SHEHERAZADE BARBOSA nasceu no dia cinco de setembro de 1973 na cidade de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba. Depois de se formar em jornalismo na Universidade Federal da Paraíba, prestou serviços à TV Justiça do estado. Mais à frente, transferiu-se para TV Correio, afiliada da Rede Record, e, depois, para a TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo. Em 2011, agora na TV Tambaú, afiliada do SBT, chamou a atenção dos maiorais da emissora na apresentação do carnaval oficial da Paraíba.

Chamada, transferiu-se para São Paulo, onde assumiu uma bancada no noticioso SBT Brasil. Ficou na emissora até 2020, quando entrou em atrito com o dono Sílvio Santos por causa das opiniões políticas que emitia durante os telejornais. No mesmo ano, transferiu-se para a TV Cultura para funcionar como entrevistadora no programa “Roda Viva”. Atualmente, além de maner um canal de opinião no Youtube, é contratada do portal Metrópoles, site que trata especialmente de notícias políticas.


 

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CLÁUDIO ABRAMO nasceu no dia seis de abril de 1923 e morreu no dia 12 de agosto de 1987 na cidade de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, completou formalmente apenas o curso primário. Com 22 anos ingressou no jornalismo ao participar da criação do Jornal de São Paulo. Passou pelos Diários Associados e, em 1948, tornou-se repórter do O Estado de S. Paulo. Defensor do estilo da imprensa anglo-saxã em que a informação é transmitida de maneira simples, concisa e direta, destacou-se entre os repórteres da época, acostumados a textos longos e opinativos.

Em 1951, recebeu uma bolsa de estudos para cursar a Escola de Altos Estudos Sociais e Políticos de Paris na França. Dois anos mais tarde, com trinta anos, assumiu a secretaria de redação do O Estado de S. Paulo. Em 1963, transferiu-se para a Folha de S. Paulo para assumir a chefia de reportagem do jornal. Autodidata, recebeu com 46 anos o diploma ginasial ao prestar o exame supletivo. Ocupou na Folha de S. Paulo os cargos de secretário-geral, diretor de redação e diretor do conselho editorial. No final da década de 1970, introduziu no jornal importantes reformas editoriais. Essas reformas influenciaram o jornalismo escrito brasileiro. Criou novas seções, impôs rapidez na cobertura do noticiário e trouxe de volta as páginas de opinião. 

Nesse período, sentiu a perseguição do regime militar. Chegou a ser preso com a prima e segunda esposa, a crítica de arte Radhá Abramo. Em 1979, deixou a Folha de S. Paulo para fundar o jornal República junto com o jornalista Mino Carta. Entre 1980 e 1984, esteve novamente na Folha como correspondente na Europa, especialmente nas cidades de Londres e Paris. De volta ao Brasil, tornou-se um dos principais articulistas políticos do país com uma coluna na Folha. Paralelamente, lecionou no curso de pós-graduação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Em 1988, a família publicou o livro “A Regra do Jogo”, o qual reuniu artigos publicados e um texto autobiográfico. Nesse texto, o Abramo detalha a carreira e as reformas que fez no Estadão e na Folha.


 

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Rangel

SUZANA RANGEL nasceu em 1960 na cidade de São Carlos, Estado de São Paulo. Muito comunicativa no colégio, decidiu ser jornalista após concluir o segundo grau. Formou-se na faculdade em 1982. Mas antes disso já trabalhava como locutora na Rádio Intersom da cidade natal. Cativava os ouvintes ao ler as notícias do dia. Logo um diretor da EPTV — emissora regional afiliada à Rede Globo —  percebeu que ela poderia alçar voos maiores.

Assim, a levou para Campinas para ser apresentadora de um jornal da cidade. O aparecimento dela na tevê foi um sucesso. Permaneceu na emissora até 1987, quando se mudou para São Paulo como contratada da TV Bandeirantes. Lá, apresentou o programa de variedades “Dia a Dia” ao lado de outros expoentes como o Ney Galvão e o Blota Júnior. Em 1990, resolveu se mudar para o Nordeste com o objetivo de escrever um livro. Em julho de 1991 realizou um tórrido ensaio sensual para a revista Playboy. As fotos assinadas pelo Luís Crispino ocuparam oito páginas da edição.

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Cásper Líbero

CÁSPER LÍBERO nasceu no dia dois de março de 1889 na cidade de Bragança Paulista, Estado de São Paulo. Morreu no dia 27 de agosto de 1943 na cidade do Rio de Janeiro. Fez o curso de direito na Faculdade do Largo do São Francisco em São Paulo. Mas depois da formatura resolveu se dedicar inteiramente ao jornalismo. Fundou a primeira agência noticiosa a serviço da imprensa no Brasil. Espírito dinâmico e profundamente idealista, perfilou-se entre os primeiros grandes nomes do jornalismo brasileiro. Assumindo a direção do vespertino A Gazeta, que vinha circulando desde 1906, transformou-o num dos maiores jornais do país.

À frente do jornal, os textos dele estavam sempre ao lado das boas causas e do interesse geral da coletividade. Administrador inteligente e progressista, levou o jornal a uma situação invejável de solidez e prestígio. O Cásper Líbero também foi um esportista excepcional. Por isso, não chegou a ser surpresa quando em 1927 ele fundou o jornal A Gazeta Esportiva, que viria se tornar o maior jornal esportivo da América do Sul. Entre os feitos do jornal está a organização da tradicional Corrida de São Silvestre, realizada no dia 31 de dezembro. Morreu em 1943, vítima de acidente aéreo. Deixou no testamento as indicações para a criação da Fundação Cásper Líbero. Essa fundação, com base na fortuna amealhada por ele, passou a manter uma escola de jornalismo em São Paulo.

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KÁTIA MARANHÃO nasceu em 1962 na cidade do Rio de Janeiro. Filha de um sargento da Marinha e de uma enfermeira, depois que terminou o colégio entrou em 1980 na faculdade de jornalismo. Formou-se em 1984 e foi trabalhar na Radiobras, emissora pertencente ao Governo Federal na cidade de Brasília. Depois, conseguiu uma vaga na sucursal da TV Globo na capital federal. De lá, apresentava notícias para os telejornais de São Paulo e do Rio de Janeiro. De volta ao Rio de Janeiro em 1990, passou a frequentar diversos programas televisivos, entre os quais o jornal do SBT.

Essa visibilidade a levou para a capa da revista Playboy em abril de 1991. O ensaio sensual interno ocupou dez páginas, com fotos assinadas pelo Gui Paganini. Diversas personalidades assinaram textos de exaltação da beleza dela. Tornou-se conhecida nacionalmente entre 1992 e 1993 ao participar do programa humorístico “Casseta & Planeta” da TV Globo. Mais à frente assumiu a apresentação do “Programa de Domingo”, atração de variedades da TV Manchete. Na área política, assessorou o estilista e deputado federal Clodovil Hernandes entre 2007 e 2009. No governo do presidente Michel Temer entre 2016 e 2019 assumiu a responsabilidade pelo portal internacional do Palácio do Planalto na internet.

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