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SALOMÃO BORGES FILHO nasceu no dia dez de janeiro de 1952 na cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais. Morreu no dia dois de novembro de 2025 na mesma cidade, após três semanas internado por suspeita de intoxicação medicamentosa. Destacou-se como um dos fundadores do Clube da Esquina, um grupo de artistas mineiros que marcou presença na música popular brasileira nas décadas de 1970 e 1980. É coautor, junto com o Milton Nascimento, do disco “Clube da Esquina”, trabalho de 1972, um dos álbuns mais aclamados de todos os tempos. Transformou-se num dos compositores mais influentes do Brasil.

Teve canções gravadas por diversos artistas famosos, com destaque para o Tom Jobim, a Elis Regina, o Milton Nascimento e os grupos Skank e Paralamas do Sucesso. Como cantor, lançou catorze álbuns de estúdio até 2020, cinco álbuns ao vivo entre 1987 e 2023 e uma coletânea em 2014. De acordo com os números da indústria fonográfica, vendeu mais de dois milhões de discos físicos e mais de 200 milhões de streams nas plataformas digitais. Deixou 234 composições e 444 gravações registradas no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais. A música mais tocada nos diversos segmentos de execução pública é a “Trem Azul”, canção integrante do disco “Clube da Esquina”.

Principais discos

1972  Clube da Esquina
1972  Lô Borges
1979  A Via-Láctea
1980  Os Borges
1981  Nuvem Cigana
1984  Sonho Real
1996  Meu Filme

 

03Chrystian

JOSÉ PEREIRA DA SILVA NETO nasceu no dia três de novembro de 1956 na cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás. Morreu no dia dezenove de junho de 2024 na cidade de São Paulo. Começou a cantar com seis anos de idade no acompanhamento do tio e a mãe nas serestas goianienses. Depois passou a se apresentar num programa radiofônico da capital goiana. O sucesso levou à gravação do primeiro disco, um compacto duplo, trabalho lançado em 1968 pela gravadora Continental. Ficou muito famoso na década de 1970 com a gravação de músicas em inglês.

Dessa época destaca-se a “Don´t Say Goodbye”´, integrante da trilha sonora da novela “Cavalo de Aço” da TV Globo. Por imposição das gravadoras continuou cantando em inglês por muito tempo. A virada para o sertanejo começou no início dos anos de 1980 em dupla com o irmão Ralf. O primeiro disco dessa fase, o “Quebradas Na Noite”, saiu em 1983. Com doze faixas, o álbum recebeu o Disco de Ouro por ter vendido mais de 100 mil cópias. No total na carreira foram vinte e seis discos em dupla com o irmão, além de trinta e duas coletâneas e catorze participações especiais. Em fevereiro de 2024, o Chrystian teve de ser hospitalizado em razão de complicações de problemas renais. Não resistiu ao tratamento.

01 02

 

Erasmo

14/06/2023 — O cantor e compositor Erasmo Carlos, morto em 2022, deixou uma fortuna avaliada em R$ 25 milhões. Esse dinheiro ficará com os herdeiros necessários, os filhos Gil Eduardo Esteves e Leonardo Esteves, frutos do primeiro casamento. Por causa do regime de separação de bens, a esposa atual, a Fernanda Passos, não terá direito à herança. Entretanto, os enteados resolveram nomeá-la administradora dos bens deixados pelo pai. Além da herança física, o Erasmo deixou mais de 750 composições e mais de 700 gravações registradas. Assim, os herdeiros, pela legislação específica, receberão os direitos autorais por setenta anos até 2.092. A música dele mais regravada é a “Emoções”, uma parceria de 1981 com o Roberto Carlos.

01Tremendão
ERASMO CARLOS ESTEVES nasceu no dia cinco de junho de 1941 e morreu no dia 22 de novembro de 2022 na cidade do Rio de Janeiro. Filho de mãe solteira, começou a cantar e a compor ainda na adolescência. Em 1957, com dezesseis anos, montou a banda The Sputiniks junto com outros músicos e cantores amigos, entre os quais o Tim Maia e o Roberto Carlos. Com este formou uma dupla lendária na música popular brasileira. O primeiro sucesso da parceria foi a música “Parei Na Contramão”, trabalho lançado em 1963, que alcançou os primeiros lugares nas paradas radiofônicas.

O primeiro álbum de estúdio na carreira-solo — “A Pescaria” — chegou em 1965. Nesse trabalho já demonstra a influência que recebeu do rock n´roll. Passou a assumir também o apelido “Tremendão”, muito por causa da música “Minha Fama de Mau”. No início da década de 1970 começou um novo ciclo ao assinar contrato com a gravadora Polydor. No total na carreira foram vinte e nove álbuns de estúdio e cinco álbuns ao vivo. O último disco — “O Futuro Pertence à... Jovem Guarda” — é de 2022. O Erasmo também teve experiências no cinema. Foram seis participações como ator, com destaque para as aventuras “Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa” de 1970 e “Roberto Carlos a Trezentos Quilômetros Por Hora” de 1971.


 

Bossa

16/12/2023 — O cantor e compositor Carlos Lyra morreu nesta data aos noventa anos. A causa da morte não foi informada. O artista fez história na música brasileira ao se tornar um dos principais compositores da Bossa Nova, gênero musical surgido no final da década de 1950 e consolidado na década de 1960. Ele fez parcerias com outros contemporâneos que marcaram a época, com destaque para o Vinícius de Moraes, o Tom Jobim e o João Gilberto. Entre as músicas mais famosas dele estão “Você e Eu” e “Coisa Mais Linda”, ambas de 1961. De acordo com os dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais, o Carlos Lyra deixou 355 gravações cadastradas no órgão, as quais renderão direitos aos herdeiros até 2.093.

02Lyra
CARLOS EDUARDO LYRA BARBOSA nasceu no dia onze de maio de 1933 e morreu no dia dezesseis de dezembro de 2023 na cidade do Rio de Janeiro. Começou a fazer música com um piano de brinquedo com sete anos de idade. Passou em seguida a tocar gaita de boca. Ainda adolescente quebrou a perna num campeonato de salto à distância. O acidente o obrigou a ficar de repouso na cama por seis meses. Para passar o tempo, os pais lhe deram um violão e um método de aprendizado. Ao receber alta médica já dominava completamente o instrumento.

No colégio conheceu o compositor Roberto Menescal, com quem fundou a primeira academia de violão no Bairro de Copacabana. Pela academia passaram outros nomes de destaque da música popular, com destaque para o Marcos Valle, o Edu Lobo e a Nara Leão. Participou em 1959 da primeira geração da Bossa Nova com o lançamento do álbum “Chega de Saudade”. Em 1960 gravou o primeiro disco-solo, o “Bossa Nova”. Seguiram-se mais vinte e cinco discos. O último, intitulado “Além da Bossa”, apareceu em 2019. Compôs músicas para catorze produções cinematográficas, com destaque para a comédia “Nos Tempos da Vaselina” de 1979. Como ator participou de seis filmes.


 

Milton
versus Nada

12/11/2025 — Em 2018, o Milton Nascimento lançou duas Extended Play, a “Nada Será Como Antes” e a “A Festa”, nas quais rebobinou o próprio repertório em registros acústicos feitos a partir de 2007. Juntas, as duas EPs totalizaram onze gravações. Oito delas reaparecem agora no disco “Tarde”, inédita coletânea acústica a ser lançada em Long Play previsto para chegar às mãos dos compradores em março de 2026. A novidade da compilação são as três faixas até então inéditas no mercado fonográfico. Trata-se dos registros acústicos das músicas “Fazenda” (Nelson Angelo, 1976), “Peixinhos do Mar” (tema tradicional em adaptação do Tavinho Moura, 1980) e “Tarde” (Milton Nascimento e Marcio Borges, 1969). O cantor e compositor mineiro está com 83 anos.

Milton

MILTON NASCIMENTO nasceu no dia 26 de outubro de 1942 na cidade do Rio de Janeiro. Filho de uma empregada doméstica abandonada pelo namorado, os primeiros anos de vida foram muito difíceis. Por isso, a mãe, para possibilitar a ele uma vida melhor, concordou em dá-lo em adoção. Assim, mudou-se com os pais adotivos para a cidade de Três Pontas no Estado de Minas Gerais. Com quatro anos ganhou uma sanfona de presente. Com treze anos começou a funcionar como crooner de um conjunto da cidade. Na idade adulta voltou para o Rio de Janeiro para investir na carreira profissional. Antes de gravar o primeiro disco, fez muito sucesso nas emissoras de rádio cariocas.

No total na carreira são 34 álbuns de estúdio e nove álbuns ao vivo. O destaque vai para o “Nascimento” de 1997, que recebeu o prêmio Grammy de “melhor álbum de música mundial”. O “Crooner” de 1999 recebeu em 2000 o Grammy Latino de “melhor álbum pop contemporâneo”. Como compositor e cantor, o Milton fez parcerias com grandes nomes da música mundial, com destaque para a argentina Mercedes Sosa, o americano Herbie Hanckok e o britânico Peter Gabriel. No cinema, responsabilizou-se pela trilha sonora de diversos filmes, com destaque para o drama “Sonho de Valsa” de 1987 e a comédia “O Coronel e o Lobisomem” de 2005. Como ator registra seis créditos. O último deles está no filme “O Viajante”, um drama de 1998. Em 2022 lançou a autobiografia “Travessia”.


 

 

 


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