Melfi
10/09/1089 — Começou no dia dez de setembro de 1089 (há 937 anos) o Sínodo de Melfi. A convocação para o encontro levou a assinatura do Papa Urbano 2.º. O objetivo era discutir diversos assuntos eclesiásticos conectados ao movimento de reforma. Melfi era na época uma cidade importante do sul da Itália, com grande protagonismo político e militar. Compareceram ao encontro setenta bispos e doze abades de diversas partes do mundo. Entre as principais conclusões do sínodo destacam-se o combate à simonia (venda de cargos eclesiásticos), a proibição do casamento para os padres e a condenação da prática de entrega de cargos da igreja por autoridades leigas.
URBANO 2.º nasceu em dia e mês incertos de 1035 na cidade de Lagery na França. Morreu no dia 29 de junho de 1099 na cidade de Roma. Ordenou-se padre em 1068, bispo em 1085 e arcebispo em 1088. Elegeu-se papa no dia doze de março de 1088. Governou a igreja por onze anos e 139 dias. Os historiadores classificam o reinado dele como um dos pontos de virada mais decisivos da Idade Média. Ele é amplamente reconhecido por lançar as bases da monarquia papal moderna. Demonstrou no exercício do cargo habilidades diplomáticas e administrativas que transformaram a Igreja Católica numa potência política centralizada. Além do Sínodo de Mefli, convocou em 1095 no Concílio de Clermont (França) a Primeira Cruzada para libertar Jerusalém.
Vinho
do Porto
10/09/1756 — O rei português José I assinou no dia dez de setembro de 1756 (há 270 anos) o decreto de demarcação de área para a produção de vinho no país. A lei estabeleceu a região da Cidade do Porto e criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. Essa área foi a primeira do mundo dedicada exclusivamente à produção de uvas de alta qualidade. Entre as autorizadas estão uvas tradicionais como a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz. O Vinho do Porto fez história ao se tornar uma das bebidas mais apreciadas em todo o mundo. De acordo com os registros, a Região do Douro produz atualmente mais de 100 milhões de litros por ano. É um dos principais produtos de exportação de Portugal.
Teutoburgo
9/09/9 — Aconteceu no dia nove de setembro do ano nove (há 2.035 anos) a Batalha da Floresta Teutoburgo. O conflito passou para a história como o maior fiasco militar até então do Império Romano. Nele, o governador Públio Quntilio Varo da Província da Germânia teve três legiões dizimadas pelas tribos locais lideradas pelo guerreiro Armínio. Historiadores estimam que tenham morrido de quinze a vinte mil romanos. Mas o mais humilhante foi perda das insígnias romanas, símbolos militares, políticos e religiosos de Roma. Essas insígnias só foram recuperadas nos anos 14 (primeira), 15 (segunda) e 41 (terceira). As duas primeiras por intervenção militar e a última por acordo diplomático.
FLORESTA DE TEUTOBURGO é uma cadeia de colinas arborizadas no território da Alemanha. Ficou famosa historicamente por ter sido o palco de uma batalha entre tribos germânicas e o exército romano. A vitória das tribos interrompeu a expansão do império rumo ao leste do Rio Reno, estabelecendo o rio como a fronteira permanente entre o mundo romano e as tribos germânicas. Atualmente, a floresta conta com quatro mil quilômetros quadrados nos territórios dos estados da Baixa Saxônia e da Renânia do Norte-Vestfália. É uma área de preservação permanente. Ela apresenta atrativos turísticos impressionantes: monumentos históricos, rios e cachoeiras. Os turistas podem participar de passeios monitorados em trilhas pré-estabelecidas.
PÚBLIO QUINTÍLIO VARO nasceu em dia e mês incertos do ano 46 a.C. Morreu em dia e mês incertos do ano nove da era comum na Floresta de Teutoburgo na Germânia (Alemanha). De gente patrícia, ascendeu rapidamente no exército e na política romana. Embora o pai tenha sido um opositor do Júlio César, conseguiu livrar-se dessa influência ao se aproximar do César Otaviano, o futuro primeiro imperador. No ano 13 a.C. conseguiu eleger-se para o cargo de cônsul. Entre os anos oito e sete a.C. serviu como pró-cônsul da Província da África. Entre os anos 6 e 4 a.C. serviu como governador da Província da Síria. Entre os anos seis e nove da era comum serviu como governador da Província da Germânia.
O Gago
7/09/878 — Aconteceu no dia sete de setembro do ano 878 (há 1.148 anos) a ascensão do Luís 2.º, o Gago ao trono da Francia Ocidental. Ele sucedeu ao pai, o Carlos 2.º, que morrera possivelmente em consequência de uma febre grave associada à malária. Governou menos de dois anos até o dia dez de abril do ano 879, quando morreu aos trinta e dois anos, vítima de uma doença súbita. Foi sucedido no trono pelos filhos Luís 3.º e Carlomano 2.º. Historicamente, o reinado do Luís 2.º foi rotulado de “obscuro” e “fraco”. Os historiadores associam as dificuldades físicas dele, especialmente a gagueira pronunciada, a uma suposta fragilidade de caráter e incapacidade política.
FRANCIA OCIDENTAL — Unidade política e territorial iniciada no ano 843 e terminada no ano 977. Teve assim 234 anos. O início se deu com a morte do rei Carlos Magno do Império Carolíngio. O fim aconteceu com a eleição do Hugo Capeto ao trono, o que deu início à Dinastia Capetiana e marcou a consolidação do Reino da França. A Francia Ocidental, pelos termos do Tratado de Verdun, que tratou da divisão do Império Carolíngio, abrangia a maior parte da França atual. Suas fronteiras estendiam-se do Rio Escalda na atual Bélgica ao Rio Mosa ao norte, descendo até o Rio Ródano e os Montes Pireneus ao sul. O reino teve catorze reis. O primeiro foi o Carlos 2.º, que governou entre 873 e 877.
Alexandre 3.º
7/09/1159 — Aconteceu no dia sete de setembro de 1159 (há 867 anos) a eleição do cardeal Rolando Bandinelli para o cargo de papa da Igreja Católica. Ele assumiu o cargo com o nome de Alexandre 3.º. Nascido no ano 1100, era um renomado jurista, diplomata e conselheiro papal. Governou a igreja por 22 anos até a sua morte em 1181. Na vida pregressa, ordenou-se padre em 1124. Ascendeu ao cargo de bispo em 1133 e a cardeal presbítero em 1152. Os historiadores classificam o Alexandre 3.º como um dos papas mais importantes, habilidosos e influentes da Idade Média. Ele é reconhecido pela resistência política ao Sacro Imoperio Romano-Germânico e pela contribuição jurídica que deu para a consolidação do Direito Canônico.
Constantino
8/09/780 — Começou efetivamente no dia oito de setembro do ano 780 (há 1.246 anos) o governo do imperador bizantino Constantino 6.º. Ele tinha sido nomeado co-imperador com apenas cinco anos de idade no ano 776 pelo seu pai, o imperador Leão 4.º. O pai morreu quando ele tinha apenas nove anos. Guindou-se ao cargo por direito de progenitura. Mas só pôde mesmo exercer o poder em sua plenitude no ano 790 depois de batalhas sangrentas com a sua mãe, a Irene de Atenas, que servia como regente, mas que se auto-intitulara “imperatriz”. Mas a consolidação do poder encontrou outros problemas, com destaque para as maquinações do seu tio Nicéforo.
CONSTANTINO 6.º nasceu no dia e mês incertos do ano 771 e morreu em dia e mês incertos do ano 802 (trinta e um anos) na cidade de Constantinopla (atual Istambul na Turquia). Ostentou o título de imperador bizantino entre os anos 776 e 797. Foi sucedido no cargo pela mãe Irene de Atenas, com quem se indispôs durante toda a vida. Aliás, a morte dele aconteceu após ter sido capturado e cegado por partidários da própria mãe. Os historiadores consideram o reinado do Constantino 6.º um período por lutas internas pelo poder. Na parte religiosa, ele convocou o Segundo Concílio de Niceia para restabelecer a veneração de ícones. Na parte militar, conheceu diversos revezes, com destaque para a Batalha de Marcela contra a Bulgária.
João 21
8/09/1276 — Aconteceu no dia oito de setembro de 1276 (há 750 anos) a eleição do Papa João 21. Ele se tornou o papa número 187 da Igreja Católica. Nasceu na cidade de Lisboa, capital de Portugal, em dia e mês incertos de 1215. Foi o primeiro — e único — papa português da história. Antes de assumir a coroa papal, ficou famoso como médico e matemático. Também exerceu diversos cargos na igreja até chegar ao poder. Governou a igreja menos de um ano até o dia 20 de maior de 1277. João 21, embora culto e descendente de família de posses, era um sujeito extremamente simples. A famosa “Divina Comédia”, livro do Dante Alighieri, o coloca no Paraíso, com o epiteto de “aquele que bilha em doze livros”.
Eugênio
vs. Teodósio
6/09/394 — Aconteceu no dia seis de setembro do ano 394 (há 1.632 anos) a Batalha do Rio Frígido. O conflito envolveu os exércitos do imperador romano do oriente, o Flávio Teodósio, e do usurpador do Império Romano do Ocidente, o Flávio Eugênio. As forças do Teodósio eram compostas também por soldados visigodos comandados pelo Alarico 1.º, soldados vândalos comandados pelo Flávio Estilicão e até soldados hunos. Embora muito superior, o exército oriental contou com a natureza para vencer a peleja. Quando as forças do Eugênio estavam prestes a imporem uma vantagem, eis que uma tempestade se forma, o que deu a oportunidade de vitória ao exército oriental.
FLÁVIO TEODÓSIO nasceu no dia 11 de janeiro do ano 346 na cidade de Cauca (atual Segóvia) na Espanha. Morreu no dia 17 de janeiro do ano 395 na cidade de Mediolano no norte da Itália. Assumiu o trono do Império Romano do Oriente em agosto do ano 378 com a morte do imperador Flávio Júlio Valente. Com a morte do imperador do ocidente, o Valentiano 2.º, no ano 392, quis reunificar o império. Mas sofreu a oposição do Flávio Eugênio, que se autoproclamou imperador. Começou então uma luta com o seu adversário. O conflito só terminou em 394 com a vitória na Batalha do Rio Frígido. Governou o império por 17 anos. Entre seus feitos está a consolidação do cristianismo. Também foi o último homem a governar o império romano unificado.
Calendário
6/09/3761 a.C. — O seis de setembro de 3760 antes da Era Cristã marca o primeiro dia do Calendário Judaico. O 2026 na contagem hebraica corresponde a 5786 anos. Na cultura judaica é considerada a data do início da humanidade, com a criação primeiro do Adão e depois da Eva. O calendário judaico é do tipo lunissolar, cujos meses são baseados nos ciclos da lua, enquanto o ano é adaptado regularmente de acordo com o ciclo solar. Por isso, é composto alternadamente por anos de doze ou treze meses e pode ter de 353 a 385 dias. O povo judeu utiliza o referido calendário há mais de três milênios para determinar datas de aniversário, falecimento, casamento, festividades, serviços religiosos, etc. Na Bíblia, a referência ao calendário está no livro “Êxodo” 12:2.
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