Calendário
11/08/3114 a.C. — O dia onze de agosto do ano 3114 (há 5.140 anos) é o dia cientificamente aceito para marcar o início da contagem longa, sistema de calendário usado por várias civilizações pré-colombianas. Trata-se de um calendário vigesimal não repetitivo. Ficou conhecido pelos registos históricos dos maias. As inscrições mais antigas, porém, são as de Chiapa de Corzo. Os registros identificam os dias decorridos desde a data correspondente a 11 de agosto de 3114 a.C no Calendário Gregoriano. O calendário não repetitivo chegou até os dias atuais através de inscrições feitas em monumentos, acontecimentos importantes da vida política de várias cidades.
MESOAMÉRICA — Região histórica localizada no centro-sul do México até a América Central. Foi berço de civilizações pré-colombianas marcadas pelo cultivo do milho, construção de pirâmides, calendários complexos e sociedades urbanas. A história da Mesoamérica divide-se em quatro períodos: Paleolíndio e Arcaico (até 1500 a.C.), Pré-Clássico ou Formativo (1500 a.C. a 200 d.C.), Clássico (200 a 900) e Pós-Clássico (900 a 1521). Os principais povos são os olmecas, os maias, os astecas, os teotihuacanos e os zapotecas. Esses povos construíram civilizações avançadas, que foram dizimadas com a chegada dos espanhóis ao continente. Entre as cidades construídas pelos astecas, por exemplo, destaca-se a Tenochtitlán, a hoje Cidade do México, um das metrópoles mais importantes do mundo.
Direito
No dia onze de agosto de 1827 (há 199 anos) aconteceu a fundação da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco em São Paulo. É a mais antiga faculdade de ciências jurídicas do país. Ao longo de quase dois séculos, formou diversas personalidades notórias da história do Brasil. Estudaram lá diversos ministros que compuseram o Supremo Tribunal Federal desde a proclamação da república, além de treze presidentes da república, quarenta e cinco governadores do estado e treze prefeitos da cidade de São Paulo. A faculdade de direito foi o embrião daquela que se tornaria a maior universidade brasileira, a Universidade de São Paulo (USP). Hoje, a instituição conta com 169 docentes e 2,4 mil alunos no curso de graduação.
Eugênio
10/08/654 — A aconteceu no dia dez de agosto do ano 654 (há 1.372 anos) a escolha do Eugênio 1.º para o cargo de papa da Igreja Católica. Ele substituiu o Martinho 1.º, que foi afastado e exilado pelo imperador Constantino 2.º. O Eugênio 1.º governou a igreja por quase três anos até 657. Foi o septuagésimo quinto pontífice. Inicialmente, temia-se em Roma que ele fosse um fantoche do imperador para ceder à heresia do monotelismo. Mas ele provou ser irredutível, recusando-se a comungar com o imperador e o patriarca monotelista de Constantinopla. Pelos serviços prestados à igreja, foi aclamado santo depois de morto.
MONOTELISMO — Heresia surgida no cristianismo nos primórdios. Opunha-se ao nestorianismo, que afirmava haver em Jesus Cristo duas pessoas: uma pessoa divina e uma pessoa humana. Essa crença foi condenada pelo Primeiro Concílio de Éfeso em 431. Defendeu-se no concílio que, havendo uma só pessoa em Jesus Cristo, também devia haver uma só natureza. Admitiu-se assim que a natureza humana fora absorvida pela divina. A questão só foi definitivamente resolvida no Concílio de Calcedónia em 451. Esse concílio decidiu que havia em Jesus Cristo duas naturezas, a divina e a humana, subsistindo na única pessoa divina do verbo encarnado. Esta definição não convenceu diversas comunidades, que continuaram a aderir ao monofisismo, algumas até hoje.
Castela
vs. Mouros
8/08/1264 — Começou no dia oito de agosto de 1264 (há 762 anos) a Revolta Mudéjar nas regiões da Baixa Andaluzia e Múrcia, territórios então pertencentes ao Reino de Castela. A revolta, parcialmente instigada pelo Maomé 1.º de Granada, foi uma resposta à política de Castela de realocar populações muçulmanas daquelas regiões. A revolta se estendeu até 1266. No início, os rebeldes conseguiram capturar as cidades de Múrcia e Jerez, mas acabaram derrotados pelas forças reais. Posteriormente, os castelhanos expulsaram os muçulmanos dos territórios reconquistados e encorajaram cristãos a se estabelecerem nas terras. O Reino de Granada tornou-se vassalo de Castela e passou a pagar um tributo anual.
REINO DE CASTELA foi fundado como condado no ano 850. Não há um “fundador” oficial, mas teve o Rodrigo de Castela como primeiro conde. Originalmente, o condado era subordinado ao Reino de Leão. No ano 931, o Fernán González unificou os condados da região e proclamou a independência. O território foi reconhecido como reino no ano 1035. O primeiro rei foi o Fernando 1.º. Esse rei venceu uma disputa com o Reino de Leão e uniu os dois reinos em 1037. Passou a se chamar então Reino de Leão e Castela. O reino alcançou o apogeu político e militar entre os séculos doze e treze. O principal feito dele foi a reconquista cristã da Península Ibérica, que estava em poder dos mouros há séculos. O reino também financiou as expedições do Cristóvão Colombo em suas aventuras pelas américas.
Tratado
de Meersen
8/08/870 — O oito de agosto de 870 ( há 1.156 anos) é o dia tradicionalmente aceito para a assinatura do Tratado de Meersen. O acordo substituiu o anterior Tratado de Verdun, avença assinada em 1843. O Tratado de Meersen resultou na divisão da Lotaríngia, cujo rei Lotário não conseguiu dominar a ânsia de poder dos irmãos Carlos, o Calvo, e Luís, o Germânico. Assim, deixou a orientação para que o reino fosse dividido entre os dois. O Carlos ficou com a parte ocidental, que se tornaria mais tarde a França, enquanto o Luís apoderou-se da parte oriental, que se tornaria mais tarde a Alemanha. Essa divisão foi historicamente preponderante para os dois países se transformarem em duas das maiores potências do mundo moderno.
César
vs. Pompeu
9/08/48 a.C. Aconteceu no dia nove de agosto do ano 48 antes da Era Cristã (há 2.074 anos) a Batalha de Farsalos no âmbito da Segunda Guerra Civil da República Romana. O conflito opôs o exército do Júlio César ao exército do cônsul Cneu Pompeu Magno. O César contou com 20 mil soldados de infantaria, dois mil lanceiros e mil cavaleiros. O Pompeu tinha ao seu dispor 40 mil soldados de infantaria, três mil arqueiros e seis mil cavaleiros. Mesmo com menor número, a vitória coube ao Júlio César, cuja qualidade de combate dos veteranos foi fundamental. Essa é considerada o capítulo final da República Romana. Depois dela, o poder absoluto do César se instalou.
Perdida a batalha, o Pompeu fugiu de Farsalos para o Egito, onde foi assassinado por ordem do faraó Ptolemeu 13, que enviou a cabeça dele ao Júlio César para tentar ganhar a confiança do agora todo poderoso. Horrorizado com o tratamento dispendido a um grande general romano por um estrangeiro, o César ficou furioso. Ptolemeu não levou em conta que o César já vinha anistiando e perdoando a maioria dos seus adversários depois de derrotá-los. A esses adversários era concedida não apenas a permissão de voltar a Roma, mas também a de reassumir suas posições anteriores à guerra. Não há um filme específico sobre a Batalha de Farsalos, mas o conflito é parte da minissérie biográfica “Júlio César”, produção de 2002 disponível no YouTube.
CNEU POMPEU MAGNO nasceu no dia 29 de setembro do ano 106 a.C. na cidade de Piceno na Itália. Morreu no dia 28 de setembro do ano 48 a.C. na cidade de Pelúsio no Egito. Foi um dos maiores da política romana. Militar de competência ímpar, cresceu rapidamente na hierarquia do exército. O primeiro cargo político foi o de governador da Província da Espanha Ulterior. Exerceu o cargo de cônsul, cargo equivalente ao de presidente da república, em três períodos. Em meados da década de 60 a.C., juntou-se ao Marco Licínio Crasso e ao Júlio César para o exercício do poder em triunvirato. Rompeu com o César em 49 a.C. depois que este cruzou o Rio Rubicão com seu exército e invadiu Roma.
Gregos vs.
Macedônicos
7/08/322 a.C. — Aconteceu no dia sete de agosto do ano 322 antes da Era Cristã (há 2.348 anos) a Batalha de Cranão. O conflito opôs o exército da Macedônia ao exército de uma federação de cidades gregas, grupo liderado pela cidade de Atenas. O nome da batalha refere-se à cidade homônima na Região da Tessália no centro-norte da Grécia. O conflito decorreu da inconformidade dos gregos com o domínio imposto pelos macedônicos após a morte do rei Alexandre, o Grande. Atenas e os seus aliados recusaram-se a aceitar a autoridade do novo rei macedônico, o Filipe 3.º. A vitória na batalha coube aos macedônicos liderados pelos generais Antipatro e Crátero.
No contexto histórico, o Crátero trouxe seis mil soldados de infantaria, que haviam sido levados pelo Alexandre para a Ásia, quatro mil que haviam sido alistados durante a marcha, mil arqueiros persas e 1,5 mil cavaleiros. Ao chegar à Tessália, o general pôs-se ao comando do Antípatro. Com as forças que haviam sido trazidas, o exército macedônio contava com mais de quarenta mil soldados de infantaria, três mil arqueiros e atiradores de funda e cinco mil cavaleiros. A forças gregas estavam em número bem inferior. Contavam, segundo os historiadores, com 25 mil soldados de infantaria e 3,5 mil cavaleiros. Após destruir a aliança das cidades gregas, os macedônicos avançaram sobre Atenas e obtiveram rendição total. Dominaram a Grécia até o ano 146 a.C.
FILIPE 3.º nasceu em dia e mês incertos do ano 359 a.C. Morreu no dia 25 de dezembro do ano 317 a.C. Era meio-irmão mais velho do Alexandre, o Grande. Com a morte do irmão, assumiu os cargos de rei da Macedônia, de faraó do Egito e de rei da Pérsia. Governou esses impérios por seis anos até a sua morte. Foi sucedido pelo Alexandre 4.º, o filho do Alexandre com a princesa persa Roxana. Os historiadores descrevem o reinado do Filipe 3.º como um período nominal em que ele serviu apenas de fantoche ou símbolo de legitimidade para os generais competidores após a morte do Alexandre. Portador de deficiências intelectuais ou cognitivas, o rei foi manipulado por regentes sucessivos até ser executado por ordem da Olímpia, a mãe do Alexandre.
Follow @otiooda
© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados