Otávio,
o pontífice
06/03/12 a.C. — No dia seis de março do ano doze antes da Era Cristã (há 2.038 anos), o imperador Otávio César Augusto recebeu do Senado Romano o cargo de pontífice máximo. Passou assim, como sacerdote supremo, a presidir, além das questões administrativas, legislativas e judiciárias, as questões religiosas do império. Na interpretação habitual, o termo “pontífex” significa literalmente “construtor de pontes”. “Maximus” significa literalmente “máximo”, “maior”, “supremo”, etc. Como “construtor de pontes”, o pontífice máximo devia cuidar das relações do povo com a religião. A religião romana derivava da religião grega. Eram diversos deuses.
As instituições religiosas romanas eram fortemente hierarquizadas e integradas ao estado. Elas focavam no cumprimento exato de rituais (pietas) para garantir o favor divino. Os principais órgãos incluíam o Colégio dos Pontífices (supervisão geral), as Virgens Vestais (fogo sagrado), os Augures (interpretação de presságios), os Flâmines (sacerdotes de divindades específicas), os Fetiales (sacerdotes que tratavam das relações internacionais) e os Epulones (organizadores de banquetes sagrados). Os cultos públicos eram realizados em templos. O Ara Pacis e o Ara Maxima eram altares importantes. O deus supremo na religião romana era o Júpiter, rei dos deuses, governante dos céus, do trovão e da luz. Era secundado por outros deuses como o Netuno (águas) e Putão (infernos).
Revolução
Pernambucana
06/03/1817 — Começou no dia seis de março de 1817 (há 209 anos) a Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres. O conflito, que opôs o povo da então Província de Pernambuco aos representantes da Coroa Portuguesa, se estendeu até o dia vinte do mesmo mês e ano. A luta armada foi uma forma encontrada pelos pernambucanos para buscar melhores condições de vida para a população. Pernambuco, então a província mais lucrativa do Brasil, despendia enormes somas para sustentar a família real no Rio de Janeiro. A situação se agravou com uma grande seca no ano de 1816. A revolução acabou sendo dominada, mas causou o adiamento da aclamação do Dom João VI como rei. O conflito foi um dos mais sangrentos da era colonial.
Juliano
vs. Persas
05/03/363 — No dia cinco de março do ano 363 (há 1.663 anos), o imperador romano Flávio Cláudio Juliano partiu da cidade de Antióquia (território da atual Turquia) para uma campanha militar contra o Império Sassânida, o último império persa pré-islâmico. No dia 29 de maio do mesmo ano registrou-se o primeiro confronto entre os dois exércitos. As tropas romanas contavam com cerca de 90 mil combatentes. Essa vitória inicial sobre os sassânidas não garantiu, porém, o sucesso da empreitada. Foram registradas ainda mais duas grandes batalhas, nas quais os persas levaram a melhor. Além de obrigados a se retirar, os romanos viram a morte do seu imperador.
FLÁVIO CLÁUDIO JULIANO nasceu em dia e mês incertos do ano 331 na cidade de Constantinopla (atual Stambul) no território da atual Turquia. Morreu no dia 26 de junho do ano 363 na cidade de Samarra (território do atual Iraque) na terceira grande batalha contra o Império Sassânida. Era descendente direto do imperador Constantino 1.º. Mas com a ascensão do primo Constâncio 2.º ao cargo de imperador, viu grande parte da família ser assassinada por questões políticas. Estudou muito e se tornou um militar competente. Transformou-se num homem muito culto. Ascendeu ao cargo de imperador com a morte do Constâncio em novembro do ano 361. É considerado o último imperador “pagão”. Ficou conhecido pelo epíteto de “o apóstata” por não professar a fé cristã.
Questão
das Palmas
05/03/1895 — Foi apresentado no dia cinco de fevereiro de 1895 (há 161 anos) o laudo da arbitragem que resolveu uma disputa territorial entre o Brasil e a Argentina. O laudo levou a assinatura do então presidente dos Estados Unidos, o Grover Cleveland, escolhido pelos dois países para dar uma palavra final sobre a Questão das Palmas. A Argentina reivindicava a posse de uma extensa área na parte oeste dos estados do Paraná e Santa Catarina. Munido de documentos e mapas dos primeiros tratados espanhóis, o embaixador Barão do Rio Branco comprovou a posse brasileira dos territórios mencionados pelos argentinos. Assim, a fronteira dos dois países ficou mesmo fixada com base nos cursos d´agua dos rios Peperi-Guaçu e Santo Antônio.
Gensho
03/03/724 — No dia três de março do ano 724 (há 1.302 anos) aconteceu a abdicação da imperatriz japonesa Gensho em favor do seu sobrinho Shömu, que se tornou o novo imperador. A abdicação foi uma inciativa estratégica e comum no início do Período Nara para assegurar a continuidade da dinastia. Ela agiu como uma “guardiã” do trono. Mesmo fora, continuou a influenciar a corte até sua morte. A Gensho nunca se casou e não teve filhos, o que facilitou a transferência do trono para a linha do seu irmão (o falecido imperador Mommu). Ela tinha assumido o trono no ano 715 com a abdicação da sua mãe, a imperatriz Gemmei.
IMPERATRIZ GENSHO nasceu em dia e mês incertos do ano 680. Morreu em dia e mês incertos do ano 748. Governou o Japão por nove anos entre 715 e 724, quando o seu sobrinho Shömu, o legítimo herdeiro do trono, atingiu a maioridade e pôde ascender ao cargo. Ela foi a quadragésima quarta ocupante do trono japonês, a quinta mulher a chegar ao posto. Ascendeu ao cargo para um período de transição e para garantir a continuidade da dinastia. Os historiadores de modo geral classificam o período de governo da imperatriz de estabilidade política e de desenvolvimento cultural. No mandato dela foi promulgado o Códido Yörö, um sistema de leis que fortaleceu o governo central. Também foi concluída a obra “Crônicas do Japão”, uma narrativa histórica desde a fundação do país.
Voto
feminino
03/03/1913 — Aconteceu no dia três de março de 1913 (há 113 anos) a Procissão Pelo Feminino nos Estados Unidos. Foi a primeira grande marcha da história organizada na cidade de Washington, a capital do país, cujos objetivos eram políticos. Cerca de dez mil manifestantes — mulheres e simpatizantes — marcharam por uma grande avenida, um dia antes da posse do presidente eleito Woodrow Wilson. A manifestação consistiu numa procissão com carros alegóricos, bandas e vários grupos representando as mulheres em casa, na escola e no trabalho. A emenda constitucional que previu o voto feminino nas eleições americanas só foi aprovada pelo Congresso Nacional no fim de 1919 e ratificada no dia 18 de agosto de 1920. O voto feminino no Brasil foi instituído em 1932.
Nero,
o príncipe
04/03/51 — No dia quatro de março do ano 51 (há 1.975 anos), o Nero Cláudio Germânico recebeu do Senado Romano o título de “Príncipe Jovem”. Era um título honorífico romano criado pelo imperador Otávio Augusto para distinguir os líderes da juventude equestre, o que simbolizava na prática os herdeiros presuntivos do trono. A distinção indicava o “primeiro entre os jovens” e foi usada para destacar diversos sucessores imperiais. Antes do Nero, os únicos a recebem o título foram o Caio César e o Lúcio César, netos do imperador Otávio Augusto, o Germânico Júlio César e o Druso Júlio César, filhos do imperador Tibério Cláudio Nero.
NERO CLÁUDIO GERMÂNICO nasceu no dia quinze de dezembro do ano 37 na cidade de Ânzio na Região do Lácio na Itália. Morreu no dia nove de junho do ano 68 na cidade de Roma. Era filho do Cneu Domício Enobardo, um nobre romano, com a Agripina Menor, bisneta do imperador Otávio Augusto. Não era destinado a altos lances na política do Império Romano. Mas o casamento da sua mãe com o imperador Cláudio César Germânico mudou as perspectivas para ele. Para se apoiar politicamente num herdeiro, o Cláudio adotou o adotou como filho no ano 50. Proclamado adulto com 14 anos, o Nero foi logo foi nomeado para o cargo de pró-cônsul. Mais à frente casou-se com a meia-irmã Cláudia Otávia e assumiu o cargo de imperador com 17 anos no ano 54.
Ponte
Rio-Niterói
04/03/1974 — Aconteceu no dia quatro de março de 1974 (há 52 anos) a inauguração da Ponte Rio-Niterói, um dos maiores monumentos da engenharia nacional. Oficialmente, a ponte se chama Ponte Presidente Costa e Silva, uma homenagem ao militar que governou o país entre 1967 e 1969. Tipo “caixão metálico”, o projeto levou a assinatura do engenheiro Bruno Contarini. A construção começou em janeiro de 1969. A ponte tem 13,29 quilômetros, 26,6 metros de largura, altura máxima de 75 metros e vão livre de trezentos metros. O trajeto cruza toda a Baía da Guanabara. Liga à cidade do Rio de Janeiro à cidade de Niterói. De acordo com os números oficiais, estima-se que passam pela ponte 150 mil veículos por dia.
Romanos
vs. Ostrogodos
02/03/537 — Começou no dia dois de março do ano 537 (há 1.489 anos) o cerco à cidade de Roma pelo exército do rei ostrogodo Vitige. O cerco durou mais de um ano. Só terminou no dia doze de março do ano 538. O cerco aconteceu no âmbito das Guerras Góticas entre o Império Romano e o Império Ostrogóticoda Itália. O cerco foi o primeiro grande encontro entre as forças dos dois adversários. Desempenhou papel decisivo no desenvolvimento subsequente da guerra. Com a chegada da ajuda do general Narses, os romanos venceram nessa batalha os ostrogodos. O comandante romano foi o general Flávio Belisário.
Após a vitória sobre um inimigo numericamente muito superior, os romanos ganharam vantagem. Além de acabar com o cerco a Roma, passaram a controlar a maior parte da Península Itálica. Diversas cidades foram tomadas. Mas no ano 540, o novo rei ostrogodo Tótila voltou à carga e recuperou a maior parte do território que tinha sido tomado pelos romanos. Em 546, o Tótila começou um novo sítio e entrou em Roma. Mas o triunfo dele foi breve. O general Narses apareceu de novo para socorrer Roma e conseguiu expulsá-lo. Entretanto, as Guerras Góticas tiveram um efeito desastroso sobre Roma. Segundo estimativas históricas, a população diminuiu 90%. Caiu para cerca de trinta mil habitantes no ano 550. Dos treze aquedutos originais, apenas dois permaneceram funcionais.
Revolução
Farroupilha
01/03/1845 — Terminou no dia 1.º de março de 1845 (há 181 anos) a Revolução Farroupilha, conhecida também como Guerra dos Farrapos. O conflito começou no dia 20 de setembro de 1835. Teve como pano de fundo os ardores republicanos da Província do Rio Grande Sul, que depois envolveu também Santa Catarina e Paraná. Os gaúchos chegaram até a fundar a República Rio-Grandense, que teve dois presidentes: Bento Gonçalves entre 1836 e 1841 e José Gomes de Vasconcelos entre 1841 e 1845. O Império Brasileiro empregou mais de 40 mil soldados no conflito. Do embate resultaram mais de
três mil mortos. Tudo terminou com a assinatura do Tratado de Poncho Verde pelo líder gaúcho David Canabarro e o líder imperial Duque de Caxias.
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