Era
de Ferro
18/02/3102 a.C. — O dia dezoito de fevereiro de 3102 antes da Era Cristã (há 5.128 anos) é o dia cientificamente aceito (datação por carbono) para o início do Kali Yuga, o quarto e último período do hinduísmo. Esse início se deu com a morte do Krishna, que deixou assim a sua forma mortal para tomar a sua forma divina. A Kali Yuga, também nominada Era de Ferro, tem uma duração, segundo os textos religiosos hindus, de 432 mil anos. Teria assim, portanto, mais 429 mil anos para se completar. Antes dessa era existiram outras três: Satia Yuga (era da verdade), Treta Yuga (era de prata) e a Dvapara Yuga (era de bronze).
Como se viu, o início da Kali Yuga coincide com a morte do Krishna. O futuro deus supremo da Mitologia Hindu teria então 125 anos. Ele morreu devido a uma flecha disparada por um caçador. A flecha o atingiu no calcanhar. Essa morte foi considerada o cumprimento de uma maldição do sábio Durvasa. Segundo a lenda, o Krishna, da sua forma física, teria deixado apenas o calcanhar desprotegido, sendo esse então o único ponto vulnerável dele. A morte do Krishna simboliza a ascensão à sua forma divina de volta a Vaikuntha (a morada eterna). Sua partida oficial marca o início da era de conflitos, a Kali Yuga. Na visão teológica, embora a narrativa descreva uma morte mortal, os ensinamentos hindus enfatizam que o Krishna, como Senhor Supremo, apenas “aparenta” morrer.
Plutão
18/02/1930 — O astrônomo americano Clyde Tombaugh anunciou no dia dezoito de fevereiro de 1930 (há 96 anos) a descoberta do então Planeta Plutão. A área de superfície do dito cujo media 16,6 milhões de quilômetros quadrados. Foi classificado então como o menor planeta do Sistema Solar. O nome é uma homenagem ao deus dos infernos na Mitologia Romana. Na Mitologia Grega, esse mesmo deus recebe o home de Hades. Depois de muitas observações e estudos, o Plutão foi rebaixado em 1992 à condição de planeta-anão, pois sua área de superfície não condizia com as extensões de outros planetas solares nas contas da União Astronômica Internacional. A área do planeta, de acordo com estudos atualizados, é composta de rocha e gelo.
Morte
do Joviano
17/02/364 — Aconteceu no dia dezessete de fevereiro de 364 (há 1.662 anos) a morte do imperador romano Flávio Joviano. Há diferentes hipóteses para as causas da morte. Para a maioria dos historiadores, o imperador morreu vítima de um ataque de indigestão. Registros indicam que no dia ele havia se excedido na alimentação e na bebida. Outros apontam como causas os efeitos nocivos do cheiro de tinta da tenda onde ele se encontrava. Outros ainda garantem que a causa teria sido a fumaça exalada pelas fogueiras do acampamento. Ele teria ordenado a queima de grande quantidade de carvão para combater o extremo frio.
FLÁVIO JOVIANO nasceu em dia e mês incertos do ano 331. Era, como a maioria dos imperadores da época, de origem militar. Exerceu diversos cargos no exército romano até chegar a general com menos de trinta anos. Ganhou fama nas lutas contra o Império Sassânida, um poderoso império pré-islâmico. Obteve assim as graças do então imperador Flávio Cláudio Juliano. Com a morte inesperada do Juliano, fez-se um apressado processo de eleição. Primeiramente, os oficiais generais optaram por elevar o nome do Saturnino Salustiano, o prefeito pretoriano. Mas este se recusou a assumir a responsabilidade. Os olhos dos eleitores se voltaram então para o Joviano, que prontamente aceitou o cargo. Ele governou apenas sete meses entre julho de 363 a fevereiro de 364.
Bruno
17/02/1600 — O dia dezessete de fevereiro de 1600 (há 426 anos) marca uma das datas mais nefastas para a história da humanidade. Nesse dia, a Igreja Católica assassinou o matemático, filósofo e escritor Giordano Bruno. Com requintes de crueldade, a vítima foi queimada na fogueira até exaurir-se. Crime do Giordano Bruno: ter pensamentos próprios sobre o universo. Por defender a tese de que o universo é infinito e que, portanto, não poderia ter um centro. Por essas e outras ideias resultantes de estudos matemáticos, caiu na intolerância da Santa Inquisição. Foi preso, “julgado” e condenado à morte por heresia. Na história da Igreja Católica, diversos outros cientistas foram perseguidos e impedidos de trabalhar, com destaque para o astrônomo Galileu Galilei.
França
14/02/842 — Foi publicado no dia catorze de fevereiro de 842 (há 1.184 anos) o primeiro documento oficial na língua francesa de que se tem notícia. Nos “Juramentos de Estrasburgo”, os irmãos Carlos, o Calvo e o Luís, o Germânico se comprometeram a unir forças contra o outro irmão, o Lotário 1.º. Os três eram netos do Carlos Magno, o fundador do Império Carolíngio, e disputavam entre si diversos territórios. O Calvo era o rei da França Ocidental, enquanto o Germânico reinava sobre a França Oriental. O Lotário era imperador dos romanos e rei da Itália. Em todos os territórios falava-se e escrevia-se em latim.
Depois do “Juramento de Estraburgo” vieram outros documentos na linguagem proto-francesa, com destaque para o livro “Sequência de Santa Eulália” de 880, um texto completo da história da língua local. A língua francesa evoluiu do latim vulgar falado sob o Império Romano. A linguagem se transformou sob a influência dos celtas e dos germânicos. Entre os séculos 14 e 15 tornou-se a língua oficial do país em substituição ao latim. Com a fundação da Academia Francesa no Século 16, começou o processo de padronização. Mais tarde, no Século 19, a Revolução Francesa, para unificar o idioma, baixou leis que eliminaram os dialetos regionais. Na passagem para o Século 20, o francês era a língua mais falada do mundo.
Laurêncio
14/02/1961 — Aconteceu pela primeira vez no dia catorze de fevereiro de 1961 (há 65 anos) a sintetização do elemento químico laurêncio. O fato foi registrado na Universidade da Califórnia, campus da cidade de Berkeley nos Estados Unidos. O elemento recebeu o número atômico 103. Foi sintetizado a partir do elemento califórnio com íons de boro. O laurêncio é agrupado na série química dos actinídeos na tabela periódica. Entretanto, é um elemento do Bloco D. Consequentemente, coloca-se cada vez mais no conjunto dos outros elementos componentes da série química dos metais de transição externa. O nome é uma homenagem ao cientista americano Ernest Orlando Lawrence (1901-1958). Aplica-se o laurêncio apenas em pesquisas científicas.
Lituanos vs.
Igreja Católica
16/02/1249 — Aconteceu no dia dezesseis de fevereiro de 1249 (há 777 anos) a Batalha de Karuse. O conflito opôs o Grão-Ducado da Lituânia aos Irmãos Livônios da Espada. O Grão-Ducado era um estado fundado no Século 12. Os Irmãos Livônios eram uma ordem militar católica formada em 1202 por monges guerreiros alemães. A ordem militar se propôs a conquistar e a converter para o cristianismo os povos originários da atual Lituânia. Há controvérsias sobre o dia exato da batalha. Mas a verdade é que os lituanos obtiveram uma vitória decisiva sobre os cavaleiros da ordem religiosa. A batalha foi travada nas águas congeladas do Mar Báltico.
LITUÂNIA — País localizado no Leste Europeu. Mencionada pela primeira vez em 1009, a região cresceu até se tornar uma nação relevante na Idade Média. A data da constituição do estado é a da coroação oficial do Rei Mindaugas em seis de julho de 1253. Ele uniu os duques rivais numa nação. Em 1241, 1259, 1275 e 1277, o reino foi alvo de reis mongóis vindos da Horda de Ouro. Em 1385 uniu-se à Polônia, quando o Rei Jogaila foi também coroado rei polonês. Essa união manteve-se até a divisão da Polónia em 1795, quando a própria Lituânia foi anexada pelo Império Russo. A Lituânia restabeleceu a sua independência em 1918. Mas tarde, esteve sob as asas do império soviético, mas tornou a conquistar a independência em 1990. O país tem hoje quase três milhões de habitantes.
Oto 1.º
vs. Igreja
13/02/962 — Foi publicado no dia treze de fevereiro do ano 962 (há 1.064 anos) o decreto “Privilégio Otoniano”. Trata-se de uma lei baixada pelo então imperador do Sacro Império Romano-Germanico, o Oto 1.º, com o objetivo de controlar a Igreja Católica, instituição imersa na época na corrupção. Esse “privilégio” dava ao imperador o poder de interferir na eleição dos papas e organizar as questões políticas e militares na cidade de Roma. Mas também mantinha sob a administração da igreja os estados pontifícios, diversas cidades e territórios na Península Itálica. O ato do imperador recebeu a aprovação do então Papa João 12.
O “privilégio” foi confirmado no Decreto Henriquiano, lei assinada no dia da Páscoa de 1020 pelo então imperador Henrique 2.º e o Papa Bento 8.º. Nas décadas seguintes, alguns papas, a partir do Leão 9.º, iniciaram uma reforma na igreja. No bojo dessa reforma, a igreja se opôs ao privilégio do imperador, fato que limitava a sua autonomia. Assim, o privilégio foi formalmente abolido pelo Papa Nicolau 2º no Concílio de Latrão em 1059.O papa baixou um decreto estabelecendo que a partir daquele momento, a eleição de um novo papa seria prerrogativa exclusiva de um Colégio de Cardeais, decisão que permanece até hoje. Dessa medida papal, decorreu um conflito entre a igreja e o Sacro Império entre 1076 e 1122, conflito conhecido como a “Questão das Investiduras”.
Amazonas
13/02/1542 — O dia treze de fevereiro de 1542 (há 484 anos) marca a descoberta do Rio Amazonas pelos colonizadores espanhóis Gonzalo Pizarro e Francisco de Orellana. Originalmente, o imenso curso d´água recebeu o nome de Mar Doce tal a quantidade de água. Tem uma vazão média de 209 mil metros cúbicos por segundo. O rio nasce no Monte Mismi na Cordilheira dos Andes no Peru a uma altura de 5.270 metros. Depois de percorrer 6.400 quilômetros pelos territórios do próprio Peru, da Colômbia e do Brasil, deságua no Oceano Atlântico no Estado do Pará. É o segundo maior rio do mundo em extensão, mas é o primeiro em volume de água. O Rio Amazonas abriga diversas espécies de peixes, com destaque para o Tambaqui e o Candiru.
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