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Búfago, o herói comedor de bois

Búfago, o herói comedor de bois

BÚFAGO — Significa literalmente “comedor de bois”. Era filho do Iapeto, um dos titãs. Deu nome a um rio da Região da Arcádia na Grécia. Durante a guerra contra o Áugias, recolheu o Íficles, que havia sido ferido. Cuidou do irmão do Héracles até a morte e o sepultou. Foi morto pela deusa da caça e da vida selvagem Artémis, a quem importunava com seu amor insistente ou, segundo outra versão, por ter cometido um pecado profano contra a divindade dela. Numa outra tradição, Búfago era um epíteto do Héracles, devido ao apetite insaciável do herói. Em certa ocasião, o Héracles devorou um boi inteiro. Clique no título.
Fato do dia: Ascensão do rei maia

Fato do dia: Ascensão do rei maia

03/04/686 — No dia três de abril do ano 686 (há 1.390 anos), o Yuknoom Yichʼaak Kʼahk assumiu o trono da cidade maia de Calakmul. O nome dele significa “Fumaça da Pata da Onça” em português. A cidade se mantém hoje como sítio arqueológico no estado mexicano de Campeche. O “Fumaça...” nasceu no dia seis de outubro do ano 649. Morreu no dia 15 de dezembro de 697. Sucedeu no trono da cidade o pai. Segundo textos em hieróglifos maias, a administração do imperador foi marcada por lutas contra outras cidades da região. Ele não está entre os principais governantes da civilização maia.Clique no título.
Odhair Thristão: perfil

Odhair Thristão: perfil

ODHAIR THRISTÃO é jornalista e  bacharel em direito. Foi secretário municipal de Governo de Franca entre 2005 e 2008, chefe do controle interno da Prefeitura Municipal da mesma cidade entre 2005 e 2010 e secretário  adjunto de finanças entre 2009 e 2010.  Este site foi construído para discutir assuntos variados, em especial administração pública, cultura, esportes, personalidades, etc. Se o assunto não estiver na página frontal, procure-o com uma palavra-chave em “pesquisar”. Críticas, sugestões e correções são muito bem vindas. Clique no título para ver o perfil completo do autor.
Búfago, o herói comedor de bois
Búfago, o herói comedor de bois
Fato do dia: Ascensão do rei maia
Fato do dia: Ascensão do rei maia
Odhair Thristão: perfil
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o poder ultrajovem1Ultrajovem

31/07/2015 — Está nas livrarias uma nova edição do livro “O Poder Ultrajovem”, do Carlos Drummond de Andrade. A obra reúne textos publicados pelo autor mineiro na imprensa entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970. Trata-se de um poderoso conjunto de prosa e verso, sempre pendendo para os domínios da crônica, gênero que o escritor praticou como poucos. Com um olhar maduro e algo desencantado, Drummond se debruça sobre os mais diversos aspectos da vida e da sociedade daquela época.

Publicado originalmente m 1972, este é o segundo livro do autor a ser lançado no ano. Em maio, pela mesma Companhia das Letras, chegou “A Falta Que Ama”, publicado originalmente em 1968. Esse exemplar aprofunda questões que sempre marcaram a obra poética do autor: afetos, memória e observações sobre a realidade brasileira. Ao mesmo tempo desencantados e sardônicos, esses temas perpassam o livro inteiro, com leveza e profundidade. Com posfácio de Marlene de Castro Correia, a edição conta com caderno de imagens e bibliografia recomendada para aqueles que quiserem mergulhar mais fundo na obra de um de dos maiores poetas brasileiros.

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CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE nasceu no dia 31 de outubro de 1902, na cidade de ItabiraMinas Gerais. Fez os estudos primários na sua cidade natal e os secundários em Belo Horizonte. Formou-se em farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, mas jamais exerceu a profissão. Na capital mineira, integrou, em 1925, o grupo que fundou “A Revista”, publicação literária de tendência nacionalista que se tornou o porta-voz do modernismo em seu estado. No ano seguinte, entrou para o jornalismo como redator-chefe do jornal O Estado de Minas.

Em 1928, publicou o poema “No Meio do Caminho”, o qual provocou escândalo e controvérsia. Lançou o seu primeiro livro — “Alguma Poesia” — em 1930. Em 1934, depois do lançamento do livro “Brejo das Almas”, entrou para a política, assumindo a chefia de gabinete do Ministério da Educação, assessorando o então ministro Gustavo Capanema. Permaneceu no serviço público até a aposentadoria. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro no início dos anos de 1940, escreveu poesias de fundo social, como a “Sentimento do Mundo” (1940) e “A Rosa do Povo” (1945).

Em suas criações, a indignação com as desigualdades sociais conviveu com um profundo lirismo, o senso de humor e a emoção contida. A partir do livro “Claro Enigma”, de 1951, voltou a registrar o vazio da vida humana e o absurdo do mundo. Em 1954, passou a escrever crônicas no jornal Correio da Manhã e, em 1969, no Jornal do Brasil. Em 1987, foi homenageado pela Escola de Samba Mangueira, que venceu o carnaval carioca com o tema “No Reino das Palavras”. Por ocasião das comemorações dos 500 anos do Brasil, em 2000, foi colocado pelo Almanaque Abril na lista das principais personalidades brasileiras em todos os tempos. Também em homenagem, a Prefeitura do Rio de Janeiro instalou uma estátua dele no calçadão da Praia de Copacabana.

O Coito
soneto publicado na
Playboy de agosto de 1990

A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas,
e tão estreita, como se alargava.

Ah, coito, coito, morte de tão vida
sepultura do musgo, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída
eu não era ninguém e era mil seres,

em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude do poço feminino.

Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, sem destino.


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